Workshop “How special are your needs? Can we help? STEAM for an inclusive Europe"
- 16 de mai. de 2024
- 3 min de leitura
Atualizado: 10 de mar.

Entre 15 e 18 de abril de 2024 decorreu o projeto Erasmus+ “How Special Are Your Needs? Can We Help? STEAM for an Inclusive Europe”. O VivaLab Porto marcou presença no dia 16, no Agrupamento de Escolas Rodrigues de Freitas, com o objetivo de compreender melhor como podemos contribuir para uma educação mais inclusiva nas áreas STEAM.
1. Escola Rodrigues de Freitas
O encontro reuniu testemunhos de participantes de vários países, Bélgica, Grécia, Itália, Eslovénia, Suécia e Portugal, e destacou o papel da Rodrigues de Freitas como escola de referência no ensino bilingue para alunos cegos, equipada com diversos recursos especialmente concebidos para apoiar estes estudantes.
O principal propósito do projeto é sensibilizar escolas e comunidades educativas para as barreiras físicas, comunicacionais e sociais enfrentadas por pessoas com diferentes perfis, promovendo assim uma verdadeira inclusão.
Durante a manhã conhecemos o trabalho desenvolvido por cada escola ao longo do projeto, seguido de uma sessão de entrega de prémios. Depois, os participantes foram distribuídos por diferentes workshops. O VivaLab escolheu o workshop “Sensory Room”, onde foram apresentados vários produtos de apoio a pessoas com deficiência visual, desde utensílios de uso diário, como medidores de comida, a objetos de lazer, como uma caneta leitora de cartas, e equipamentos de saúde como termómetros e balanças adaptadas. Na área da educação, tivemos contacto com recursos matemáticos e máquinas de braille, observando como estes dispositivos facilitam a comunicação.
Fomos também desafiados a realizar tarefas do quotidiano com os olhos vendados, vestir roupa, dobrar e estender peças, furar folhas ou encher um copo de água, experiências simples para uns, mas verdadeiros obstáculos para quem vive sem visão. Esta dinâmica permitiu-nos compreender de forma mais profunda as necessidades destes utilizadores.
Após o intervalo, ouvimos vários testemunhos inspiradores, alguns de pessoas com deficiência visual, que nos mostraram que as limitações não impedem o sucesso nem o impacto positivo nas comunidades.
Durante a tarde explorámos jogos desenvolvidos especificamente para pessoas cegas, produzidos com texturas, impressão 3D e corte laser. Uma das experiências mais marcantes foi jogar lado a lado com alunos cegos, percebendo como interagem com o mundo sem recorrer ao sentido da visão.
Este contacto reforçou a importância do design de produto inclusivo e evidenciou como um FabLab pode ter um papel transformador ao criar soluções personalizadas para pessoas com necessidades especiais. É uma área cheia de potencial, capaz de gerar inovação que promove autonomia e acessibilidade.
Ao falar de design inclusivo ou design universal, é fundamental lembrar que nada deve ser criado sem a participação direta dos seus utilizadores. O feedback contínuo é essencial para garantir que as soluções são realmente eficazes. Este processo colaborativo permite identificar necessidades específicas e desenvolver respostas criativas que beneficiem todos. Os FabLabs, pela sua acessibilidade e versatilidade, assumem um papel essencial nesta missão, possibilitando que qualquer pessoa transforme ideias em realidade.
2. Escola Eugénio de Andrade
No segundo dia do evento visitámos a Escola Eugénio de Andrade, dedicada sobretudo ao apoio a crianças com deficiência auditiva. À chegada, fomos recebidos por uma menina de 11 anos, com deficiência visual, que partilhou a sua história e forma de vida. A conversa foi inspiradora e reforçou-nos a ideia de que os sonhos não têm limites, mesmo quando o caminho apresenta desafios.
Seguidamente assistimos a uma aula dada por uma professora com deficiência auditiva. Durante o workshop aprendemos sobre a história da linguagem gestual e do alfabeto adaptado a pessoas surdas. Tivemos também oportunidade de participar em atividades como o jogo do galo e a sopa de letras adaptada a pessoas com deficiência visual.
Depois de um breve intervalo, assistimos a uma palestra com testemunhos de pessoas cegas e mudas, que partilharam as suas experiências pessoais e profissionais, contribuindo para uma maior compreensão da diversidade humana e das suas formas de comunicação.


















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