O que é o Movimento Maker?
- 29 de fev. de 2024
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Atualizado: há 4 dias
O Movimento Maker teve o seu grande impulso em 2005 com o lançamento da Make Magazine, mas está longe de ser apenas uma atualização moderna da cultura faça-você-mesmo (DIY – do it yourself). A sua essência vai muito além disso: pretende incentivar as pessoas a usar criatividade, pensamento crítico e a tecnologia acessível para resolver problemas do quotidiano, combinando inovação com os saberes tradicionais de cada comunidade. O resultado? Soluções únicas, produtos mais conscientes e autonomia criativa.
Os makers, como são chamados os adeptos deste movimento, procuram construir, reparar, modificar ou fabricar os seus próprios objectos. Não se limitam a consumir tecnologia, querem compreendê-la, transformá-la e adaptá-la às suas necessidades reais.

O Movimento Maker na Educação
A presença do movimento maker na educação não surgiu de repente; foi sendo construída ao longo de décadas. Já em 1896, John Dewey criava a sua Laboratory School em Chicago, defendendo que a aprendizagem acontece através da experiência. Mais tarde, Jean Piaget introduziu o construtivismo, reforçando a importância de aprender fazendo. E foi Seymour Papert quem sintetizou estes princípios, colocando a tecnologia ao serviço da construção do conhecimento, tornando-se amplamente reconhecido como o “pai do movimento maker na educação”.
Hoje, quando falamos de aprendizagem prática, projetos mão-na-massa, robótica, programação, fabricação digital e laboratórios criativos, estamos a dar continuidade a este legado. O movimento maker não só desenvolve competências técnicas, como também estimula criatividade, autonomia, resiliência e pensamento crítico, habilidades essenciais para o futuro.
O futuro do Movimento Maker
“A sociedade em geral ainda não sabe que pode projectar e construir qualquer coisa, e este know-how vai gerar um imenso impacto positivo no planeta. Nos próximos anos mais pessoas terão acesso, conhecerão e juntar-se-ão ao movimento. Mais empresas serão criadas a partir do Movimento Maker, assim como novas tecnologias surgirão.
Hoje, o Movimento Maker já está presente em algumas escolas, universidades, empresas e multinacionais, mas em breve será adoptado por municípios e a maioria das cidades terão um FabLab público equipado com as ferramentas necessárias para que todos possam tirar as suas ideias do papel e ajudar a construir um mundo mais criativo, justo e feliz.” in https://futuroexponencial.com/movimento-maker/
Este futuro já começou a ser desenhado: os FabLabs multiplicam-se, a cultura de partilha aumenta e a tecnologia torna-se cada vez mais acessível. O movimento maker está a transformar a forma como aprendemos, trabalhamos e inovamos e continuará a fazê-lo, impulsionando uma sociedade mais colaborativa, sustentável e criativa.




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